sexta-feira, 12 de março de 2010

Asco, Repulsa, Nojo, Revolta

Provocaram-me asco, repulsa, nojo, revolta, as declarações feitas por Lula, em entrevista à Associated Press nesta semana, sobre os dissidentes cubanos presos pelo Governo de Raul Castro, em greve de fome de protesto para conseguirem a liberdade. Suas palavras provocadoras foram ultrajantes para um ser humano que morreu em decorrência da sua greve de fome, Orlando Zapata Tamayo, e ofensivas a Guillermo Fariñas, outro cubano também em greve de fome, já há 15 dias e iniciada após a morte de Tamayo, e em solidariedade a ele, prosseguindo sua luta libertária, embora já muitpo debilitado.

O ex-integrante das oposições ao regime militar brasileiro, o ex-preso político, o ex-dirigente sindical, o ex-dirigente partidário, o ex-operário, que é Lula, resolveu sepultar seu passado, talvez dele envergonhado, e falou palavras duras e mesquinhas sobre os dissidentes cubanos, são palavras indignas de um atual presidente da República do Brasil.

"Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos de deter as pessoas em função da legislação de Cuba. A greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto de direitos humanos para liberar as pessoas. Imagine se todos os presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade."

E mais não disse, não se arrependeu de suas palavras indignas, agarrou-se ao que havia dito, e não corou de vergonha.

A comparação feita com os bandidos presos em São Paulo foi imprópria, infeliz e indevida. Todos que em São Paulo foram presos e condenados, tem acusação formal, foram submetidos a julgamento, tiveram amplo direito de defesa, nenhum foi condenado sem a assistência de um advogado, ninguém foi preso por delito de consciência ou motivação política, e o Poder Judiciário que os condenou é reconhecido, está inserido no ordenamento jurídico do país, previsto pela Constituição Federal que foi votada e promulgada por representantes do povo reunidos em Assembléia Nacional Constituinte, é independente, é legítimo, e não tem sua existência, ou sua atuação, questionados.

Já o mesmo não se pode dizer do Governo e da Justiça cubanos, as pessoas são presas por ação arbitrária do governo, a motivação se é que existe é sonegada ao preso, e não há justificativa da prisão, procedimento espúrio coonestado pelo que lá é chamado de justiça. A legislação é antidemocrática e draconiana. As pessoas são presas sob falsas ou subjetivas acusações de cooperarem com o imperialismo norte americano. Inexistem provas cabais, irrefutáveis. O que lá estão mofando ou morrendo nas cadeias cubanas são presos políticos, são presos de crime de consciência.

Essas pessoas infelizes, a quem Lula negou apoio e solidariedade, ainda são por ele atacadas friamente, sem dó nem piedade. Atitude abjeta, incompatíveis com os brasileiros, é um escárnio que tenham sido ditas pelo presidente do Brasil.

Na Escolha do Líder a Globo Trapaceou Mas Deixou Rastros

Na prova do líder de hoje (11/3), do BBB10, a escolha do novo líder, Fernanda, foi de exclusiva responsabilidade da Globo, que parece ter gostado dela, há gosto para tudo. Muito embora tenha sido mostrada como resultado de pura sorte, o que efetivamente não foi. Mas por que eu acho isso? A pista, o rastro que a Globo deixou nos leva a essa conclusão. Senão, vejamos: antecedendo a prova, houve escolha, por sorteio, dos participantes que foram associados a um número, depois por opção de cada participante, era escolhida uma casa num tabuleiro, aleatoriamente, indicada por uma linha horizontal nominada por uma letra e por uma coluna vertical por um número, por exemplo B4, nesse exato momento acaba o fator sorte. Até aí nihil obstat, nada a contestar.

Na sequência, o participante vai até a casa do tabuleiro de sua escolha, levanta o telefone e ouve uma voz, que é de um ente querido dele, que no telefone lhe indica o próximo passo, que podia ser: permanecer no jogo, sair do jogo ou eliminar um concorrente, mas não necessariamente nessa ordem. Ao direcionar a voz para o telefone de uma das casas do tabuleiro, até aquele momento ignorada já que resultou de escolha do brother, por exemplo, a casa F6, vale dizer, casa localizada na linha F e na coluna 6, voz essa que necessariamente tinha de ser da mãe, ou do pai, do participante, a Globo dispunha de recursos para identificar, previamente, naquele momento, qualquer uma das três mensagens indicadas acima, e para colocar no ar a mensagem mais lhe interessasse, beneficiando ou prejudicando algum participante.

Como direcionou a voz, em função do paticipante que ocupava eventualmente determinada casa no tabuleiro, porque não selecionaria a mensagem que mais lhe conviria? Porque é honesta? Ora, honestidade não é presumida tem que ser comprovada sempre, e não foi.

Risco de Vida ou Risco de Morte?

Há cerca de mais ou menos ano e meio, de supetão e sem explicação alguma, a expressão “risco de vida” sumiu da chamada mídia jornalística, tendo sido banida definitivamente dos textos noticiosos e das falas dos locutores e apresentadores. Jornais, revistas, e assemelhados, e programas noticiosos, de rádio e de televisão, como que em obediência a uma orientação, a uma norma, possivelmente não divulgada, e ao que parece, de origem misteriosa e obuscura, já que permanece oculta, adotaram a expressão “risco de morte” em substituição a “risco de vida”, considerando serem as expressões equivalentes em seu significado. O surpreendente é a aceitação uniforme e unânime da suposta norma o que pressupõe a sua existência, pois todos a seguiram sem discordâncias, ou, é de se imaginar a existência de uma sintonia telepática que une, e harmoniza, o pensamento de quem tem o jornalismo noticioso como profissão.

A expressão substituída “risco de vida” indica que determinada pessoa ou determinadas pessoas em virtude de ocorrência de um evento têm, ou não têm, reais possiblidades de perderem a vida. ou de se salvarem, dependendo da maneira que a expressão citada é utilizada, como no exemplo, fulano corre risco de vida ou fulano não corre risco de vida. Quem lê a informação sabe perfeitamente o que se quer dizer, a iminente ocorrência de morte, ou de salvamento, do já mencionado fulano.

Também a expressão que a substituiu “risco de morte”, em seu significado, quer dizer exatamente a mesma coisa que ela em seu significado, as duas expressões quanto ao seu significado são iguais e equivalentes, o que uma diz a outra diz a exatamente a mesma coisa. Não distingo uma da outra, há uma absoluta equivalência de significados nas duas expressões, o que talvez explique a troca é o gosto ou a falta dele.

Mas porque ouve a troca? Será que não gostam da palavra vida e gostam da palavra morte? Será que vida é ofensiva e agride o olhar dessas pessoas? Difícil entender, difícil aceitar, mais difícil ainda é justificar a esdrúxula troca. Neste mundo há gosto para tudo.

De minha parte, entendo que “risco de vida” é uma expressão superior, por ser emblemática, e com mais carga emocional. Quanto a “risco de morte” para mim é mais prosaica, mais lúgubre, mais tétrica. Questão de gosto, sem falsa modéstia, acho o meu melhor e superior.

Horário de Verão - Enganação e Sacanagem

A enganação é do povo e a sacanagem também é com o povo, que todo ano é desrespeitado com essa empulhação, essa mentira, essa falácia, que é o Horário de Verão. Anteriormente, essa politica danosa, uma imitação de práticas de países europeus, era adotada esporadicamente ainda que observasse uma certa frequência, tendo havido até longo período sem ele, durante o qual o país sobreviveu muito bem, agora não mais, pois o Governo do Presidente Lula, descompromissado com os problemas do povo e iludido por tecnocratas em busca de seus 15 minutos de fama, perpetuou a prática daninha, que se inicia em outubro do ano que está findando e vai até fevereiro do ano subesequente. Se fosse verdadeiro cobriria apenas metade de dezembro e o mês de janeiro, mas como existe má fé é estendido por todo esse período obsceno que vai de outubro a fevereiro.

Há uma sucessão de mentiras e afirmações vazias, não comprovadas, primeiro se diz que haverá economia de energia elétrica, uma vez que as luzes serão acesas mais tarde, com a hora a mais, convenientemente nada é dito em relação à escuridão das manhãs onde as luzes forçosamente são acesas mais cedo, caracterizando-se uma conta de soma zero. A prática tem mostrado que apenas donos de botecos defendem o esdrúxulo horário, como se bebum precisasse de pretexto para beber e frequentar botecos.

Há também uma cumplicidade tácita dos órgãos de imprensa que fingem de mortos, que nada abordam sobre esse tenebroso assunto, assim o Departamento Federal de Águas e Energia Elétrica anualmente despeja um amontoado de mentiras sobre o consumo, e suposta economia, e todos quedam mudos, cúmplices, como se fossem verdades o que nos é dito anualmente.

E quando outubro chegar nova violência contra o povo indefeso será praticada, consentida pela cumplicidade e omissão dos órgãos da imprensa, a televisão, os partidos, e os legisladores.

CONAR - Novo Humorístico Nacional, Há, Há, Há, Há

Ridícula e risível a decisão do CONAR, de proibir o comercial da cerveja Devassa, da Skin, estrelado pela socialite americana Paris Hilton. Esse CONAR, figurinha carimbada que invade nosso cotidiano vez por outra, proibindo ou liberando campanhas publicitárias, mostrou que é muito sensível a pressões. Ao ser pressionado por uma tal de Secretaria Especial de Políticas para Mulher, da Presidência da República (esse povinho não tem mesmo mais o que fazer), meteu o não tão digno rabo entre as pernas, e resolveu ceder à pressão espúria recebida e, docemente constrangido, proibiu a veiculação da campanha publicitária, que lançava no mercado a Cerveja Devassa, da Skincariol.

Alegou-se que a mulher brasileira estava sendo denegrida. É de matar de rir, é uma tremenda asneira, Hilton estava toda vestida, parecia que ia a um culto evangélico, vez por outra dava uma reboladinha básica, uma voltinha em torno de si própria, dessas que o Amaury Júnior e o Sílvio Santos pedem a todas as mulheres que frequentam seus programas. Será que a Secretaria da Mulher e o CONAR queriam que Paris Hilton estivesse nua? Vai ver ela estava muito vestida, o que é incompatível com as demais propagandas de cerveja, e também com a mulher brasileira que bebe cerveja.

Brasil, que país ridículo. Sabe-se agora que o CONAR foi inscrito our concur juntamente com a Praça é Nossa, O Show do Tom e Zorra Total, outros humorísticos de nível nacional, e leva fé em ganhar o Troféu Cretinice 2010.

Serra é Candidato a Presidente da República

A nossa imprensa não importando qual a sua natureza, além de noticiar, informar, divulgar e comentar os acontecimentos do país, que é a sua função ainda que mal e porcamente, dedica-se agora a prever e antecipar o futuro, não se contenta em apenas cobrir o acontecido, quer rivalizar com Mãe de Diná, e adivinhar o acontecimento de amanhã. Daí o renovado bombardeio diário sobre a candidatura Serra, Serra é candidato, Serra não será candidato, Serra perde apoio, Serra retroage, enquanto Serra não se define sua rival avança, é uma agonia e é um saco. Ora, Serra será candidato a Presidente, ou não, isso porém se saberá no momento certo, na data aprazada. Se essa chateação está presente no noticiário, está também presente nas colunas dos colunistas políticos, diários, semanais ou ocasionais, por esses que certamente não tem o que fazer, Serra já morreu e ressucitou inúmeras vezes, ao lado do obituário constante do Serra, está o puxa-saquismo da Dilma, haja estômago e haja paciência.

BBB10 - A Prova do Anjo de Hoje, 6 de Março

Bobeou e pronto, lá vem a Globo com mais uma safadeza, é incrível, não perde uma chance sequer. Botam uns tantos esperançosos para disputar um prêmio milionário em reais (R$ 1,5 mi) e, quase que diariamente, despejam um caminhão de sacanagens em cima deles. Não satisfeitos, ainda acabam com suas raças na edição diária do programa, na Rede Globo, ressalvados, é claro, os "eleitos".
A prova do anjo deste sábado teve apenas quatro participantes, sem nenhuma explicação, e aí é que está o busilis da questão. E pior, o vencedor ganharia como prêmio mais uma semana de estada na casa. Não quero nem comentar a prova em si, foi um horror, de uma maldade só, beber seguidamente copões de guaraná, isso é tortura real. O grande mal mesmo foi a seleção de apenas quatro, num universo de oito, para participarem da prova. E sabe-se lá se o sorteio desses quatro foi honesto mesmo, dá para desconfiar, já que o uso do cachimbo faz a boca torta.